Criar na cidade

São Paulo terá 120 praças com internet livre até julho, diz Prefeitura

O projeto WiFi Livre SP, inicialmente Praças Digitais, da Prefeitura de São Paulo, deve estar instalado em 120 praças, além de 15 parques e um centro cultural, até o final do primeiro semestre de 2014. O programa irá fornecer internet de 512 kbit/s, com acesso livre e irrestrito, em praças públicas da cidade.

Com um custo global de aproximadamente R$ 38 milhões para três anos de funcionamento, o WiFi Livre SP passou por audiências públicas para consultar e definir os parâmetros legais e a localização dos pontos de internet. Além disso, a concorrência entre empresas que irão construir e administrar a rede fez com o que preço final do projeto fosse cerca de um terço do estimado originalmente, segundo Daniel Astone, coordenador do projeto e assessor da Prefeitura. As empresas responsáveis são a Ziva (Zona Norte, Oeste e Sul) e a WCF (Centro e Zona Leste).

Astone afirma ainda que hoje estuda-se a possibilidade de ampliação do acesso à internet para equipamentos públicos localizados no entorno das praças digitais.

O contrato da concessão garante a neutralidade da rede – ou seja, todos os conteúdos trafegarão na mesma velocidade -, assim como o direito a total privacidade do usuário. O acesso é livre, não tem limite de banda e não requer login. Para acessá-lo, basta abrir o navegador desejado e depois escolher os aplicativos e sites que pretende visitar. Clique aqui para conferir a lista de praças e parques que disponibilizarão o serviço.

Atualmente, cinco praças já estão em estágio avançado e aguardam apenas a ligação da rede elétrica, são elas: Praça do Campo Limpo, Praça Floriano Peixoto, Praça Benedito Calixto, Largo do Japonês e Largo de Moema. Até o final do semestre, todas devem estar no ar: “Se não estiver, será algo residual, causado por problemas localizados”, garante. Nas regiões mais afastadas, a conexão deve ser por rádio, enquanto no centro será por fibra ótica, mas não deve haver variação na velocidade oferecida.

“A velocidade que estamos disponibilizando será maior do que a maior parte dos provedores consegue realizar nas periferias.”, estima Astone, revelando que, além da inclusão digital, uma das expectativas do projeto é aumentar a ocupação do espaço público.

“É uma atualização dos telecentros, onde o poder público oferecia um computador e uma sala. Agora o que é ofertado é a cidade e as pessoas podem fazer o que quiserem: iniciativas de cultura digital, exibição de filmes, aulas públicas”, afirma o coordenador. Para além disso, o WiFi Livre SP também pretende instalar mobiliário urbano nessas praças, como tomadas, cadeiras, bancos, mesas e cobertura para os usuários.

A total extensão do impacto do programa será avaliada por uma equipe de pesquisadores de graduação, mestrado e doutorado da Universidade Federal do ABC, que receberão bolsas para pesquisar a implementação do projeto.