Transformar a cidade

Ato pede o fim do silenciamento das mortes de crianças e adolescentes no centro de SP

No dia 13 de março de 2016, em frente ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, na Praça João Mendes, João Vitor Souza Nogueira Jesus dos Santos, de 13 anos, faleceu após ser espancado. Como em outras situações semelhantes de crianças e jovens em situação de rua, o caso pouco repercutiu e ainda não foi esclarecido pelos órgãos responsáveis.

Para remar contra o esquecimento e denunciar a invisibilidade dessa violência cotidiana, está programado para esta sexta-feira, dia 3/6, o II Ato Pelo Não Silenciamento de Vidas e Mortes de Crianças, Adolescentes e Jovens Adultos no Centro de São Paulo.

De acordo com dados da Rede Pelo Não Silenciamento de Vidas e Mortes – composta por mais de 20 organizações, como Cedeca Sé, Fundação Projeto Travessia e Projeto Quixote – em menos de um ano ocorreram ao menos sete mortes de crianças e jovens nas ruas do centro da cidade, sem levar em conta aquelas que não se tornam públicas.

Em menos de um ano ocorreram ao menos sete mortes de crianças e jovens nas ruas do centro da cidade, sem levar em conta aquelas que não se tornam públicas.

Está marcada para 21/6 uma audiência pública, onde serão discutidas políticas públicas mais efetivas para crianças e adolescentes em situação de rua. Acontecerá a partir das 17h, no auditório da Defensoria Pública do Estado de São Paulo (rua Boa Vista, 200).

“É de invisibilidade que falamos quando o Estado e a sociedade continuam legitimando, com seu silêncio, as constantes condições humilhantes, os casos de violência policial e os assassinatos de crianças e adolescentes no centro da cidade. Este é um espaço construído e pensado para vivenciarmos o luto e luta junto com os meninos e meninas do centro e para dizer que suas vidas merecem respeito e cuidado!”, afirma o texto de divulgação da manifestação.

A concentração do ato está marcada para as 13h, quando meninas e meninos em situação de rua produzirão cartazes e adereços no Vale do Anhangabaú, embaixo do Viaduto do Chá. A partir das 14h, a manifestação segue para a Praça João Mendes, local onde João Victor foi assassinado.