Aprender na cidade

Da escola para uma vivência na natureza: 5 dicas de como tecer essa aproximação

*Publicado originalmente na plataforma Dia de Aprender Brincando, no dia 10 de maio de 2018, sob o título “5 dicas para propor uma vivência na natureza“. A autora é a jornalista Claudia Ratti. 

Levar crianças  do ambiente escolar para uma vivência na natureza é uma forma de aproximá-los de elementos naturais, desenvolver a consciência ambiental e mostrar na prática conceitos trabalhados dentro da sala de aula.

Inspirados no livro “Atividades em áreas naturais”, criado pelo Instituto Ecofuturo, o Portal Aprendiz listou cinco dicas para que escolas possam planejar e executar uma vivência na natureza, utilizando-se dos potências educativos do seu território.

1. Escolha o local adequado

A ideia da vivência é levar os alunos para uma experiência em um ambiente onde possam se conectar e interagir com a natureza. Pensando nisso, os lugares mais indicados são parques naturais ou urbanos, bosques e praças. Você pode fazer um mapeamento do território para descobrir quais são as possibilidades no entorno da escola. Diante dos locais disponíveis, é preciso pensar quais são as oportunidades educativas oferecidas e qual a viabilidade de levar os alunos até lá. Assim que a escolha for feita, é interessante fazer uma visita prévia, mesmo que o educador conheça a área e a visite com frequência. O ideal é percorrer todo o trajeto que será feito com os alunos, observando quais são as condições ambientais e o que pode ser abordado. Atente-se para as particularidades daquele ambiente e avalie quais atividades o espaço permite.

2. Planeje a atividade

O planejamento é importante para que você se sinta mais seguro e preparado para o dia. Organize como será feito o trajeto até o local, quantos alunos vão participar, quanto tempo será necessário para a vivência e quais são recursos serão necessários. Faça um roteiro de como será o dia levando em conta possíveis mudanças na programação. A própria vivência é um momento de aprendizado, mas você também pode pensar atividades para serem feitas durante a visita. Sugerir brincadeiras que trabalham o currículo ao ar livre, por exemplo, é uma ideia. Se optar por alguma atividade, não esqueça de pensar se será preciso levar material e quais são os espaços mais adequados para colocá-la em prática. Para facilitar, escolha brincadeiras e exercícios que não exijam recursos extras. Lembre-se que a natureza já é uma ferramenta para o aprendizado.

meninos brincam em espaço na natureza em pauliceia

A própria vivência é um momento de aprendizado, mas o educador ou educadora também pode pensar atividades para serem feitas durante a visita / Crédito: Facebook Dia de Aprender Brincando

3. Prepare-se para imprevistos

Imprevistos acontecem, ainda mais quando estamos falando de ambientes naturais onde as mudanças são frequentes. Por isso, esteja preparado para possíveis alterações no trajeto, no tempo ou nas atividades. Fique atento às necessidades do grupo e às questões levantadas pelos alunos. Pode ser que na hora você precise cancelar uma atividade, repensar algum formato ou até propor algo que só detectou a oportunidade de trabalhar naquele momento. Fazer um roteiro é essencial para a organização, mas não se prenda a ele.

4. Leve alguém para te ajudar

É possível conduzir a vivência sozinho, mas a ajuda de mais um educador pode facilitar a atividade. Converse com os outros professores da sua escola e proponha que eles também participem. Assim, mais crianças terão a oportunidade de viver uma experiência de aprendizado ao ar livre. Juntos, vocês podem pensar em uma atividade interdisciplinar, juntar turmas e somar esforços para realizar a vivência. Além disso, com outro educador envolvido é possível oferecer mais segurança e suporte aos estudantes, evitando dispersão e auxiliando na condução da atividade.

5. Converse com os alunos

Fale com os alunos sobre a ideia. Pergunte o que eles esperam da vivência, como imaginam e o que gostariam de fazer. A perspectiva das crianças pode levantar pontos interessantes tanto para a escolha do local quanto para planejamento da atividade. Além disso, alguns dias antes, prepare os estudantes para o que vão encontrar. É interessante apresentar a história e outras informações relevantes que serão observadas, contextualizando o ambiente do território. Se forem ao parque, por exemplo, podem trabalhar qual a vegetação e fauna (insetos, pássaros, etc.) do local e os principais usos que a população faz do lugar.