Transformar a cidade

Virada Sustentável 2018 revela potencial da cidade educadora

Durante quase uma semana ao ano, São Paulo revela muito do potencial educativo do seu território. Suas ruas são ocupadas por oficinas, rodas de conversa e apresentações culturais que tornam a sustentabilidade um vetor das relações entre território e comunidade. É a Virada Sustentável 2018, evento que chega à sua oitava edição e que tem como tema “Olhar para o Futuro“.

Com mais de mil atividades pulverizadas em todas as regiões da capital, o festival, que já foi definido por seu criador André Palhano como “um espaço de educação sobre sustentabilidade”, amplia o significado da palavra sustentabilidade, conectando-a aos ideais de redução de desigualdade, promoção da diversidade e direitos humanos. A mobilização colaborativa é alicerçada pelos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O Portal Aprendiz selecionou eventos da Virada Sustentável em consonância com a temática de território educativo e também com a ideia de que outra cidade é possível a partir da mobilização colaborativa. Confira:

Ocupar os quatro cantos da cidade

São Paulo não é só o centro e a locomoção pela cidade é diferente em cada uma de suas regiões. É para entender os impactos de andar de bicicleta quando se mora em extremos citadinos que acontece o ContAí – Experiências de cicloatividade nas periferias. A roda de conversa revela como o ciclismo muda a relação com a cidade, e contará com a batuta de Eduardo Magrão, membro do coletivo Bike Zona Leste e do CMTT – Conselho Municipal de Trânsito e Transporte.
Quando? 23 de agosto, às 17h
Onde? Unibes Cultural – Pátio
Rua Oscar Freire, 2500

pessoas andam de bicicleta e conhecem a arte urbana na zona sul de são paulo

As atividades propostas na Virada Sustentável revelam o potencial educativo da cidade / Crédito: André Bueno

É pensando também na retomada do espaço público enquanto território de convivência e transformação que o coletivo A Cidade Precisa de Você convida todos a fazerem intervenção em uma das escadarias que ligam as ruas sinuosas do bairro Brasilândia, no extremo oeste de São Paulo. A ideia é que quem puder ir possa pintá-la e realizar intervenções urbanas e artísticas que modifiquem a paisagem.
Quando? 26 de agosto, das 9h às 17h
Onde? Escadão da Brasilândia
Rua Eduardo Costa, 158 

Outra cidade possível

É possível uma outra São Paulo, mais alinhada com práticas saudáveis? A proposta do coletivo Batatas Jardineiras é introduzir os princípios da agrofloresta – que é o manejo responsável das matas e da agronomia – em um espaço de aridez urbana como o Largo da Batata. O coletivo convida a população a montar uma horta nesse espaço cinza, mostrando os princípios de técnicas conscientes de plantio.
Quando? 25 de agosto, das 9h às 13h
Onde? Largo da Batata
Avenida Brigadeiro Faria Lima, 886

Outra cidade é também possível quando se caminha por ela, reconhecendo histórias às vezes escondidas ou menos documentadas. O coletivo SampaPé! convida os participantes dessa atividade a conhecerem o bairro do Bixiga a pé e ir além de esteriótipos, descobrindo a história das populações afro-descendentes que até hoje deixam sua marca em espaços de cultura e resistência.
Quando? 26 de agosto, das 15h30 às 17h30
Onde? Avenida Paulista
Avenida Paulista, 1578

A cidade como ela foi um dia faz parte do roteiro pedagógico e educativo criado pelo projeto RIOS E RUAS. O grupo traçará a rota do rio Saracura, que segue abaixo do concreto da Avenida Paulista. O passeio revela a malha hidrográfica da cidade e a importância de sua manutenção e preservação.
Quando? 26 de agosto, 11h ao 12h30
Onde? Parque Mario Covas
Avenida Paulista, 1853 

pessoas se reúnem para ver o mapa rios e ruas

Coletivo Rios e Ruas desvenda os rios enterrados na capital / Crédito: Rios e Ruas