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Sociedade Brasileira de Alfabetização realiza assembleia de criação

Por Fabiana Manfrim, do Portal Unesp

Foi realizada nesta quarta-feira (18), a Assembleia de criação da Sociedade Brasileira de Alfabetização (SBAlf). O evento sediou o Salão Nobre da Faculdade de Educação da Unicamp, durante o 18º Congresso de Leitura do Brasil. Na ocasião foi apresentado o histórico de criação da SBAlf e seu estatuto, além da definição, por meio de eleição, para a diretoria provisória.

De acordo com a diretora presidente da comissão da entidade e também professora da Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC), da Unesp de Marília, Maria do Rosário Longo Mortatti, a SBAlf se enquadra no contexto dos desafios políticos, sociais, culturais e educacionais da contemporaneidade.

Ela explica que a má alfabetização é um problema de educação pública, pois ocorre nos anos iniciais da escolarização das crianças e se repete ao longo das séries seguintes, ela é base dos problemas de repetência, evasão e atraso nos anos escolares.

“A SBAlf se justifica pela necessidade tanto de posicionamento articulado, organizado e sistemático por parte da sociedade civil brasileira frente às políticas de alfabetização no Brasil, quanto de divulgação e discussão, em fóruns nacionais e internacionais, do expressivo volume de pesquisas acadêmico-científicas brasileiras sobre o tema”, explica.

O grande desafio, segundo ela, está em conseguir reunir todos os envolvidos, porque não se trata somente de uma questão de política pública, mas também é uma discussão especialmente dos professores da educação básica, desde seu processo de formação até sua forma de atuação como docente.

A entidade foi criada em 2011 e conta com o apoio de pesquisadores de várias Universidades do Brasil, entre elas a professora Maria do Rosário e Cristiana Ferrari, da Unesp de Marília, Unicamp, UFMG, UFMT, UERJ, PUC-RJ; além de eventos e fóruns brasileiros como: Fórum Permanente de Alfabetização, Leitura e Escrita do Espírito Santo, Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita, entre outros.

De acordo com Maria do Rosário, a ideia é tornar-se independente em relação a órgãos governamentais, instituições e entidades de ensino e pesquisa. Seu principal objetivo está em reunir pesquisadores para discutir políticas públicas, tomando como exemplo as ações realizadas no país e também no exterior.

Histórico

Em 2009 o projeto de criação foi apresentado na 32ª Reunião Anual da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd). Foi amparado por um grupo de pesquisadores, também professores universitários, envolvidos com a reflexão sobre problemas e perspectivas de avanços em alfabetização no Brasil.

A proposta foi aprovada em 2010, no I Seminário Internacional sobre História do Ensino de Leitura e Escrita (SIHELE) e no GT – “Alfabetização, leitura e escrita”, durante a 33ª. Reunião Anual da ANPEd.

A sede provisória está localizada na Unesp de Marília. Informações no blog da Sociedade Brasileira de Alfabetização.