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Em visita ao Brasil, Khan participa de debate no MEC com o ministro Mercadante

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, convidou o professor norte-americano Salman Khan para voltar ao Brasil, país em que tem a segunda maior audiência mundial, e se reunir também com professores. A proposta foi feita durante o seminário realizado esta quarta (16/01), no MEC, em Brasília. Idealizador da Khan Academy, Salman ficou famoso por distribuir conteúdos educativos online gratuitamente, em milhares de vídeos de 12 minutos.

O professor se reuniu ainda com a presidenta Dilma Rousseff. No encontro, ela o convidou a firmar uma parceria para a realização de pesquisas pedagógicas no país, com foco na educação básica.

Mais de 400 dessas aulas já foram traduzidas para o Português pela Fundação Lemann, que prevê a adaptação de outras 600 até o fim do ano. Divulgadas em 200 escolas do estado de São Paulo, o plano do ministério agora é estender o alcance e levar o conteúdo aos professores das escolas públicas de todo país.

Durante o evento no MEC, Khan defendeu a educação personalizada, na qual os estudantes tem participação ativa no processo educativo. Ele destacou que sua ferramenta web ainda pode ser incrementada, com a utilização de games e podcasts – arquivos de áudio – durante a aprendizagem.

Rede
Entidade sem fins lucrativos, a Khan Academy conta até agora com cerca de 200 milhões de aulas assistidas. Só o conteúdo em português já contabiliza mais de 1,6 milhão de visualizações.

Tudo começou quando Khan, ele próprio portador de dois diplomas no Massachusets Institute of Technology (MIT) e um MBA em Harvard decidiu ajudar sua prima, de 10 anos, a aprender matemática. Rapidamente suas aulas foram compartilhadas na rede, angariando a simpatia de fãs ilustres, como Bill Gates, que usava o material para ajudar na lição de casa do filho.

O sucesso de Khan foi tamanho que o próprio MIT convidou seus alunos a produzirem vídeos curtos para ensinar conceitos básicos de ciências e engenharia para alunos do ensino infantil ao ensino médio. Batizados de “MIT + K12 Make a Difference”, as melhores videoaulas foram disponibilizadas num canal do youtube exclusiva do projeto.

*Com informações do Estadão e da Agência Brasil