Criar na cidade

Menino cria rede social para crianças

Zachary Marks, 11 anos, responsável pela criação do “Grom Social”.

Nos Estados Unidos, um menino de 11 anos desenvolveu uma rede social só para crianças. No Brasil, adolescentes interessados em ativismo social recorreram à rede para mobilizar a comunidade. A cada dia surgem exemplos de como a chamada “Geração Y” tem se apropriado da internet, seja para manipular ferramentas já disponíveis ou – por que não – criar novas.

Residente na Flórida, sul dos Estados Unidos, Zachary Marks criou o “Grom Social”, uma rede de relacionamentos especialmente para crianças.  O projeto surgiu depois que o menino foi proibido pelos pais de acessar o Facebook, cujo ingresso é permitido apenas a partir dos 13 anos de idade.

* 70% dos adolescentes brasileiros entre 9 e 16 anos possuem perfis em redes sociais.
* Dentre eles, um terço teve o primeiro contato com a rede aos 9 ou 10 anos.
* E mais de 50% mente a idade nas redes sociais.
fonte: TIC Kids Online 2012

No ar desde novembro de 2011, a rede já conta com 7 mil usuários. Com um layout marcado por desenhos e ilustrações, com diferentes fóruns sobre skate, celebridades e games, o Grom tem acesso restrito a residentes nos EUA e Canadá abaixo dos 15 anos.

E não deve em nada à popular rede de Mark Zuckerberg. Oferece recursos como compartilhamento de imagens, criação de eventos e chats. A grande vantagem é a segurança: os usuários contam com um filtro de linguagem que impede a veiculação de termos chulos ou impróprios para os pequenos. Além disso, o ingresso de adultos só é permitido mediante a aprovação dos pais dos membros.

São Paulo

Natan, 14, criador de um blog que trata dos direitos das crianças.

Natan Haucke, 14, sempre foi ativo em redes sociais e blogs. Ao ingressar no Colégio Profº Olavo Pezzotti, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo, passou a integrar o Fórum de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Foca). Com encontros presenciais mensais, as reuniões que discutem questões ligadas aos direitos das crianças e adolescentes chegavam a ter 150 estudantes.

Interessado em contribuir com a organização das atividades e divulgação dos debates, Natan sugeriu reunir todas informações em um blog. Assim surgiu o Focapin, um espaço de compartilhamento entre as crianças do Foca. “A iniciativa mantém os participantes unidos e atualizados”, afirma ele.

Natan conta hoje com a ajuda de colegas para manter o site atualizado. “Cinco pessoas diferentes postam no blog, com dicas de shows e atividades gratuitas do bairro, além dos avisos do Foca”, comemora.