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Cotas raciais promovem melhorias na qualidade de ensino no Brasil

Da IstoÉ

Implementado há dez anos no Brasil, o sistema de cotas também reduziu os índices de evasão.

Implementado há dez anos no Brasil, o sistema de cotas melhorou a qualidade do ensino e reduziu os índices de evasão. A presumível superioridade estudantil dos não cotistas está longe de ser verdade. Em análise feita pela Uerj durante o período de cinco anos, os negros tiraram, em média, 6,41. Os não cotistas ficaram com 6,37 pontos. Outra pesquisa, da Unicamp, constatou que, em 33 dos 64 cursos analisados, estudantes que ingressaram na universidade por meio de um sistema semelhante com as cotas alcançaram resultados melhores do que os não beneficiados.

Além disso, segundo dados do Sistema de Seleção Unificada, a diferença de notas no vestibular entre cotistas e não cotistas, por exemplo, ficou próxima de 3%. “Até agora, nenhuma das justificativas das pessoas contrárias às cotas se mostrou verdadeira”, diz Ricardo Vieiralves de Castro, reitor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

Para Nelson Inocêncio, coordenador do núcleo de estudos afro-brasileiros da UNB, “Em um País tão desigual quanto o Brasil, falar em meritocracia não faz sentido. Com as cotas, não é o mérito que se deve discutir, mas, sim, a questão da oportunidade”, argumenta.

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