Aprender na cidade

Escolas adotam arquitetura diferenciada e motivam alunos

do Globo.com

A arquitetura clássica das escolas – sala de aula, alunos enfileirados em cadeiras olhando para o professor, que explica a matéria e escreve na lousa – está mudando aos poucos, resultado de um sopro de renovação que a educação vem recebendo.

Na Escola Municipal Desembargador Amorim Lima, em São Paulo, os alunos passaram a ter aulas em três grandes salões após uma grande reforma, realizada em 2004, em que caíram as paredes que separavam as salas de aula.

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De acordo com a diretora da escola, Ana Elisa Siqueira, a mudança foi inspirada na Escola da Ponte, de Portugal, onde os alunos não são divididos em classes nem em anos de escolaridade. “Em 2004, derrubamos as paredes e criamos os salões. Algumas crianças e professores estranharam, porém, rapidamente percebemos mudanças positivas. As noções de solidariedade e autonomia ficaram mais fortes”, explica.

Protagonismo juvenil

Na Rocinha, zona sul do Rio de Janeiro, a Escola Municipal André Urani também aposta no espaço diferenciado para atrair o interesse dos estudantes. Orientadas por professores com conhecimentos multidisciplinares, crianças de idades diferentes estudam juntas.

Segundo com a diretora Marcia Roberto da Silva, as notas das avaliações comprovam que os resultados melhoraram. Para ela, a mudança também estimula o protagonismo juvenil e a autonomia dos alunos. “Imagine colocar 72 pessoas em uma sala! Foi feito todo um trabalho para que as pessoas aprendessem a ouvir e a confiar um no outro”, declara.

Leia a matéria na íntegra aqui.

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