Transformar a cidade

Quer votar de olho nos direitos humanos e no meio ambiente? A gente te ajuda

selo-eleicoesNem todo candidato sai em rede nacional destilando discursos de ódio contra grupos sociais. E nem todo futuro político estampa seu santinho com uma motoserra e uma grande plantação de soja. Não, político não é tudo igual e é bom saber disso: algumas candidaturas podem sim trazer vozes dissonantes e propostas alternativas. E essa tem sido uma boa novidade dessas eleições. Muitos movimentos e organizaçoes sociais têm se empenhado em separar o joio do trigo, assim como diversos candidatos e candidatas estão assumindo desde já um compromisso com a promoção e defesa dos direitos humanos no Brasil.

O Portal Aprendiz apresenta uma lista de iniciativas que podem contribuir com quem pretende votar de olho nos direitos humanos e no meio ambiente.

Vote LGBT!

“Fazer a egípcia não resolve nada”, afirma o manifesto do #VoteLGBT, uma plataforma suprapartidária que compila candidatos de todo o país que se aliam às causas historicamente defendidas pela população gay. Mas por que é importante votar LGBT?

Porque, explica o site, “LGBTs correm riscos diários de apanhar, de serem expulsxs de casa, de serem assassinadxs só por serem quem são. Nenhuma eleição vai resolver todos os nossos problemas.  Mas é inquestionável que nossa subrepresentação no Congresso afeta diretamente nossas possibilidades de obter avanços em termos de políticas públicas. Pra cada deputado intolerante, que pelo menos um/a de nós se levante. A gente precisa ocupar todos os espaços, inclusive o Congresso Nacional.” 

Confira

Não vote em ruralista! 

Transgênicos, litígios, assassinatos de indígenas e ativistas, desmatamento, concentração de terras, trabalho escrevo, monocultura: o que isso tem a ver com o eleitor urbano? A resposta é: muito. Quanto da comida que você consome é produzida pelo agronegócio? Quanto eles doaram para as campanhas?  Essas são algumas das perguntas que o hotsite “Não vote em ruralistas” propõe.

Realizado pela campanha ambientalista 350, em conjunto com a Oniricca e a Pomba Press, o “Não vote em ruralista” é simples e didático. Por meio de animações e dados, a plataforma revela como o seu voto impacta o meio ambiente, além de te fornecer ferramentas para investigar e se engajar. 

Confira aqui

Vote numa feminista! 

A ideia é simples e rápida: uma página do Facebook com mensagens sobre direitos das mulheres, feminismo e divulgação de candidatas que contemplam as pautas feministas. Com mais de 14 mil curtidas, a página nos faz lembrar que dos 513 parlamentares no Congresso Nacional, apenas 44 são mulheres e que apenas 31% do total de candidatos é do sexo feminino. 

Parece justo? Confira aqui a página. 

Não vote em quem perpetua o trabalho escravo! 

Em 2012, a PEC do trabalho escravo foi aprovada e seguiu para o Senado Feral. Além de propor medidas mais duras de fiscalização, a emenda constituinte prevê a desapropriação de terras onde for flagrado o trabalho escravo e sua destinação para a reforma agrária. A Frente Parlamentar Agropecuária conseguiu atrasar mais de oito anos a votação da proposta, inclusive esvaziando a plenária para evitar a votação. 

Atualmente, a bancada ruralista tenta descaracterizar a PEC e propor o abrandamento da definição de trabalho escravo na legislação. Quer saber quem são esses parlamentares? Como votaram ao longo do tempo? A Repórter Brasil te ajuda com esse ótimo gráfico.

Ou acesse o site da Repórter Brasil para saber mais. 

Não vote em quem suja as ruas com lixo político! 

“Política não é sinônimo de sujeira” é o mote da plataforma colaborativa lixopolítico, um site que aponta que são os responsáveis por sujar a cidade com material de divulgação, de forma irresponsável. E como isso é feito? Com denúncias de pessoas pelo celular. Basta mandar uma foto por Twitter ou Instagram com as hashtags #lixopolítico e o #sp99 (estado e número do candidato). 

Os resultados são tabulados e publicados num mapa. Além disso, é possível ver os rankings de qual partido mais sujou, o candidato que mais emporcalhou as ruas e qual o estado acumulou mais materiais de campanha pelo chão. 

O levantamento já conta até o momento com quase 4 mil denúncias de candidatos de 30 partidos, em 8 estados, mais de 50 cidades e 31 partidos. 

Confira

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