Transformar a cidade

Feminicidade estampará muros da cidade com histórias de mulheres paulistanas no 8 de março

Não há um consenso exato sobre a origem do 8 de março, o Dia Internacional da Mulher: um incêndio numa fábrica têxtil em Nova Iorque em 1911, que vitimou 146 trabalhadoras e gerou amplos protestos ou a luta das mulheres russas durante a I Guerra Mundial. Mas há algo que não deixa dúvidas: ele está profundamente ligado à luta das mulheres.

São Paulo é a história “das milhares de “donas”, de mulheres, lideranças, almas de bairro e alicerces de comunidades que, ao entrelaçarem suas vidas com a luta, com a solidariedade, com a necessidade de transformar, juntar e congregar suas vizinhanças nas periferias de São Paulo, tornaram-se imprescíndiveis”. Conheça a história de Dona Lurdes e a luta da zona sul, Dona Eda e a escola de todo mundo,  e Dona Maria e seu papel na conquista do CEU Vila do Sol, retratadas pelo Portal Aprendiz.

 

Para fazer jus a esse passado e reivindicar um sentido anti-comercial e anti-celebratório para a data, uma articulação dos coletivos Hey Sampa, SP Invisível, Acunpuntura Urbana, Círculos de Sonhadores e Atados, juntou voluntários/as, que percorreram a cidade de São Paulo, ouvindo olhares e histórias de paulistanas, transformando os relatos em textos, poesias, fotos e frases.

O projeto, batizado de Feminicidade, terá seu ápice neste domingo (8/3), às 14h, quando um encontro aberto na Praça Roosevelt irá servir de ponto de partida para espalhar as histórias dessas mulheres pela cidade, usando lambe-lambes. Além de ganhar as ruas, a iniciativa já ganhou as redes e tem um site que disponibiliza os fragmentos das vidas dessas mulheres.

“Quantas ruas de São Paulo tem nomes de mulheres? Será que a o cidadão paulistano conhece a história dessas pessoas?”, questiona o Feminicidade. A ação, que não possui nenhum patrocínio, espera contar com o finaciamento coletivo para sair do papel para os muros. Para saber mais, acesse a página do Catarse do projeto.