Aprender na cidade

Cidade educadora: 110 escolas de São Paulo terão educação integral em 2016

Por Centro de Referências em Educação Integral

Ampliar a jornada escolar para um mínimo de sete horas diárias, proporcionando a educação em tempo integral e reorganizar a matriz curricular. Essas são as principais diretrizes do Programa São Paulo Integral, lançado pela Prefeitura, no último dia 5 de fevereiro, e que será aplicado em 110 escolas da rede municipal já no início do ano letivo.

A iniciativa, que teve minuta aberta à consulta pública no ano passado, e também um período de adesão das unidades escolares, reflete, segundo a Prefeitura, as orientações gerais do programa federal Mais Educação, além de se alinhar ao Plano Municipal de Educação (PME) e ao Programa Mais Educação São Paulo.

No lançamento, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT) falou sobre o ganho expressivo para as famílias e, sobretudo, para os estudantes beneficiados: “vão se manter na escola por mais tempo em um programa mais aberto do ponto de vista curricular, que vai garantir desenvolvimento humano cognitivo e afetivo mais amplo”.

Também se manifestou o secretário da Educação de São Paulo, Gabriel Chalita, para quem a iniciativa reforça a proposta da atual gestão de colocar todas as crianças na escola.

“O programa São Paulo Integral traz possibilidade de avanço e melhoria de qualidade da educação. Sua implantação é a melhor solução para o desenvolvimento de crianças e adolescentes. Ao passar mais tempo na escola, o aluno se dedica com mais afinco aos estudos, aprende melhor, socializa, pratica atividades lúdicas e esportivas, se alimenta adequadamente, se sente capaz e acolhido. É cuidado integralmente”, declarou Chalita.

Segundo informações, entre as 110 unidades que estão participando do novo modelo, 37 são Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEIs) e 73 são Escolas Municipais de Ensino Fundamental (EMEFs). A iniciativa começa no Ciclo de Alfabetização.