Transformar a cidade

Com inscrições abertas, Fórum Social discutirá a migração no Brasil e no mundo

Estão abertas até o dia 30/4 as inscrições para a sétima edição do Fórum Social Mundial das Migrações (FSMM), encontro que acontecerá entre os dias 7 e 10/7, em São Paulo, e reunirá organizações sociais, movimentos sociais e os próprios migrantes e refugiados que vivem na cidade.

Criado como um eixo do Fórum Social Mundial, o FSMM aconteceu pela primeira vez em 2005, em Porto Alegre. Desde então, países como Equador, África do Sul, Espanha e Filipinas já receberam o evento. Essa é a primeira vez que São Paulo será sede do Fórum.

 

Durante o evento, eles poderão compartilhar experiências, estudos, denúncias e propostas sobre as migrações no mundo, com o objetivo de fortalecer os debates democráticos e reflexivos entre migrantes e brasileiros.

Foram estabelecidos quatro eixos temáticos para nortear as discussões sobre migrações: crise do modelo capitalista; resistências e alternativas para imigrantes; direitos humanos, moradia, trabalho decente e participação política; migração, clima e as disputas norte-sul.

Acontece neste sábado, 9/4, a partir das 9h30, uma edição especial do Walking Tour SP. Dessa vez, serão explorados os pontos que simbolizam a presença e a influência de outras culturas na cidade. Guiado por migrantes e refugiados que vivem na capital paulista, o trajeto será feito a pé e sairá da escadaria da Catedral da Sé.

O valor da inscrição para participação individual – que inclui migrantes que residem em outros países – é de R$ 25. Tendo em vista que um dos objetivos do encontro é que mais da metade do público venha de fora do Brasil, migrantes e refugiados que moram no país não precisam pagar nada para participar. O evento está aberto para colaborações dos participantes através de doações.

Também é possível inscrever atividades que tenham sintonia com os eixos do Fórum. O evento está aberto para a realização de atividades artísticas, culturais, mesas redondas, minicursos, oficinas, seminários e rodas de conversa propostas por ONGs, sindicatos, órgãos públicos e instituições, entre outros.

Há ainda a possibilidade de trabalhar como voluntário na organização do Fórum, fazendo parte de uma das seis comissões de trabalho existentes: Documentação, Mídia, Cultura, Programação, Finanças e Mobilização.