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Exposição Infância Refugiada busca financiamento colaborativo para sair do papel

Há hoje no mundo, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 50 milhões de refugiados no mundo. São pessoas que perderam suas casas ao fugir de guerras e perseguições políticas e refugiados. Sofrendo os males das guerras, as crianças deste enorme contingente populacional, têm seus direitos mais básicos sistematicamente violados.

“A guerra tira delas suas casas, suas comunidades, sua privacidade, sua dignidade, sua inocência e, muitas vezes, suas vidas. Ainda que não sejam respeitadas como crianças, protegidas como crianças, elas são crianças e é assim que devemos olhar para elas”. É assim que a exposição Infância Refugiada pretende encarar essa questão.

Cerca de 5 milhões do total de refugiados são palestinos vítimas do conflito iniciado em 1948. Aproximadamente um terço desses refugiados palestinos vivem hoje em campos para refugiados na Jordânia, na Síria,no Líbano e em Gaziantep, uma cidade turca situada na fronteira com a Síria. Estima-se que cerca de 80 mil crianças e adolescentes palestinos vindos da Síria estejam refugiados em Gaziantep.

Resultado das viagens da fotógrafa cearense Karine Garcêz que, entre 2014 e 2015, integrou uma missão da ONG holandesa Al Waffa Campaign em campos de refugiados na Turquia, Síria e Líbano, a exposição está em campanha de financiamento coletivo no Catarse. A ideia é realizar uma exposição em Fortaleza (CE) e, posteriormente em Brasília, São Paulo, Curitiba e Roterdã, na Holanda. Com isso, a fotógrafa espera conseguir arrecadar ainda mais dinheiro, que será revertido para garantir o direito à educação de crianças em situação de refúgio.

“A exposição tem objetivo de fazer um registro da infância nos campos de refugiados e gerar reflexões sobre a responsabilidade que a comunidade internacional tem diante da dura realidade da guerra e ausência de direitos sociais básicos, condições as quais essas crianças são submetidas”, afirma a descrição do projeto. Ao todo, serão exibidas 25 fotos que ao final do processo serão entregues a cada criança participante.

Para saber mais, acesse a página do Catarse e apoie o projeto Infância Refugiada.