Transformar a cidade

40% dos paulistanos já sofreram preconceito ou presenciaram discriminação contra LGBTQI+

4 em cada 10 paulistanos já sofreram ou presenciaram alguma situação de preconceito por causa da orientação sexual ou identidade de gênero. Os dados fazem parte da pesquisa “Viver em São Paulo: Direitos LGBTQI+”, realizada pela Rede Nossa São Paulo em parceria com o Ibope Inteligência.

O levantamento aponta ainda uma queda de 10 pontos percentuais na percepção da população paulistana de que São Paulo é uma cidade tolerante com a população LGBTQI+. Em 2018, o índice de pessoas que classificava a cidade como tolerante com pessoas LGBTQI+ era de 50%; em 2019, esse número baixou para 40%.

Leia +Orgulho e resistência: o percurso LGBT pelo direito à cidade

Entre as pessoas que sofreram ou presenciaram situações de preconceito por conta de orientação sexual ou identidade de gênero, destacam-se: mulheres pretas/pardas, que têm entre 16 e 24 anos e entre 35 e 44 anos; com escolaridade média; que possuem renda familiar mensal de até 2 salários mínimos; da classe C; e que moram na região Leste.

Políticas públicas para igualdade de direitos LGBTQI+

Em relação a atuação da administração municipal no combate à violência contra a população LGBTQI+, 25% dos paulistanos e paulistanas afirmam que a administração municipal não faz “nada” e 43% considera que “faz pouco”. Ou seja, para quase 70% da população paulistana a administração municipal faz nada ou pouco no combate à violência contra pessoas LGBTQI+.

Onde o preconceito acontece
Espaços públicos e transporte público são os mais citados (37%), seguidos de escola/faculdade (32%), shoppings e comércios e bares e restaurantes (31%), trabalho (30%), família (28%) e banheiros públicos e de estabelecimentos privados (23%)

A pesquisa também revela ainda que seis em cada dez paulistanos e paulistanas consideram importante a elaboração e implementação de políticas públicas municipais que promovam a igualdade de direitos para a população LGBTQI+. Para 29% é “muito importante” e para 31% “importante”. Já 14% afirmam ser “pouco importante”; 11% “nada importante”; e 15% não sabem ou não responderam.

Mais da metade da população paulistana apoia a criação de uma lei que criminalize a LGBTfobia (55%). Entre as pessoas favoráveis, os perfis que se destacam são mulheres, pessoas mais jovens, brancas e da classe B. Já entre as pessoas contrárias à criminalização da LGBTfobia (22%), destacam-se homens (27%) e pessoas com idade entre 35 e 44 anos (27%).Entre as pessoas que não sabem ou não responderam (23%), 35% tem Ensino Fundamental; 33% são evangélicos(as)/protestantes; têm renda familiar mensal de até dois salários mínimos (29%); e são mais velhos(as) (28%).

Com informações Rede Nossa São Paulo