Aprender na cidade

Feira Literária da Zona Sul (FELIZS) ocupa periferias paulistanas com teatro e literatura

Chega em sua 5ª edição a FELIZS (Feira Literária da Zona Sul). De 8 até 21 de setembro, espaços da zona sul da capital paulista serão ocupados por diversas manifestações culturais nascidas das múltiplas periferias da cidade.

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“A FELIZS nasce de um desejo de reflexão sobre o movimento cultural que as periferias de São Paulo têm vivido ao longo dos últimos 20 anos. Temos hoje um panorama pulsante de múltiplas linguagens que vêm sendo, em parte, impulsionado pelos saraus nas periferias”, esclarece a direção do evento.

Este ano o tema da Feira é “Meu Corpo, Minha Marca No Mundo” e as atividades serão norteadas pela linguagem do teatro. Os homenageados esse anos serão a escritora Tula Pilar e um dos fundadores do Sarau da Coperifa, Pezão.

criança fala no microfone na feira literária

Crianças terão espaço de diálogo para falar sobre literatura na 5ª edição da FELIZS / Crédito: Thais Siqueira

Programação infantil na FELIZS

Na programação destinada ao público infantil, as crianças e jovens são as protagonistas das ações. Para contar a experiência da primeira leitura e o que significa ser leitor, a Feira promove a conversa “Com a palavra, pequenos leitores”, que será realizada na Biblioteca do CEU Cantos do Amanhecer, na zona sul São Paulo, na próxima terça-feira (11), a partir das 14h.

Ainda na temática teatral, a FELIZS promove no dia 16 de setembro atividades dedicadas a envolver a crianças no universo da literatura. No Bloquinho do Brincar, localizado no Jardim Ibirapuera, acontece a partir das 10h da manhã a contação de histórias “Bichos, cantos e encantos”, com Toni Edson Santos.

A professora Silvia Tavares, que integra a equipe de curadoria da FELIZS, acredita que essa conversa literária contribuirá para desmistificar o senso comum de pais e educadores, que difunde o mito sobre o desinteresse da criança moradora da periferia pela leitura.

“A leitura é um hábito que ganha ainda mais sabor com elementos de representatividade. Nas periferias, existem inúmeras referências de autores e autoras que podem despertar o gosto pela leitura nas crianças. Por isso, a FELIZS está construindo esse espaço de diálogo, onde elas, as crianças, terão vez e voz para compartilhar suas experiências com o livro entre os seus colegas de classe”, explica Tavares.