Transformar a cidade

12ª Bienal de Arquitetura aposta no protagonismo do cotidiano

Em um contexto de mudanças geopolíticas, transformações ambientais e incertezas frente ao futuro, arquitetos e urbanistas voltam seus olhares para o protagonismo do cotidiano na 12ª Bienal de Arquitetura de São Paulo. 

O evento acontece em dois edifícios da capital, com a exposição “Todo dia”, no Sesc 24 de Maio, de 10 a 29 de setembro, e “Arquiteturas do cotidiano”, no Centro Cultural de São Paulo (CCSP), de 13 de setembro a 8 de dezembro.

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A proposta foi definida a partir de um concurso internacional realizado em 2018,  do qual Charlotte Malterre-Barthes, Ciro Miguel e Vanessa Grossman saíram vencedores. O tema surgiu de uma pesquisa do grupo neste campo de discussão, pautado também por nomes como Lina Bo Bardi e Paulo Mendes da Rocha

“O poder discreto do cotidiano está em sua capacidade de traduzir o modo como habitamos, utilizamos recursos naturais e mantemos o espaço em práticas comuns, e que fazem do projeto algo relevante e uma preocupação compartilhada”, afirmam os curadores.

Estruturada em três eixos temáticos que abordam as relações sociais no espaço urbano, sustentabilidade e preservação e manutenção da arquitetura na cidade, a 12ª BIA aposta na reflexão e compartilhamento. 

“A compreensão das cidades contemporâneas a partir das pessoas, dos seus diferentes cotidianos, histórias, revela um conjunto de singularidades e reincidências, entre elas desigualdades e violências que imprimem um senso de urgência, demandam ações concretas, em diferentes escalas, para enfrentar o desafio primordial da vida em sociedade: a dimensão civilizatória. Refletir sobre isso é a missão desta edição da Bienal, primeira definida a partir de um concurso internacional de curadoria”, explica Fernando Túlio Salva Rocha Franco, presidente do IAB – SP, ao Archdaily

Conheça a programa completa da 12ª Bienal de Arquitetura de São Paulo