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Cartilha para crianças explica o direito a um meio ambiente seguro e sustentável

Apesar das crianças serem mais vulneráveis do que os adultos aos problemas ambientais, seus pontos de vista e interesses geralmente são deixados de fora das tomadas de decisões.

No marco dos 30 anos da Convenção sobre os Direitos da Criança, celebrado em 2019, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) lançou uma cartilha que explica às crianças e jovens, de maneira didática, as principais mensagens do relatório do Relator Especial sobre os Direitos da Criança e o Meio Ambiente.

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“Os danos ao meio ambiente interferem no direito das crianças à saúde física e mental, educação, alimentação adequada, moradia adequada, água potável e saneamento”, defende a representante da agência no Brasil, Denise Hamú.

Atualmente, as crianças representam 30% da população mundial e compõem o grupo mais vulnerável aos danos ambientais. Segundo a Organização Mundial da Saúde, dos 5,9 milhões de mortes de crianças com menos de cinco anos em 2015, um quarto – ou 1,5 milhão – poderia ter sido evitada por meio da redução de riscos ambientais.

A exposição infantil a poluentes e outras substâncias tóxicas também contribui para deficiências, doenças e mortalidade prematura na idade adulta. Elas, por exemplo, são mais suscetíveis à poluição do ar do que os adultos e, como seus sistemas imunológicos ainda estão em desenvolvimento, correm maior risco de infecções respiratórias e têm menos capacidade de combatê-las.

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A poluição da água ainda contribui para doenças que causam anualmente mais de 350 mil mortes de crianças abaixo de 5 anos, e outras 80 mil mortes de crianças entre 5 e 14 anos. As mudanças do clima também contribuem para a ocorrência de eventos climáticos extremos, desastres, escassez de água, insegurança alimentar, poluição do ar e intensificação de doenças infecciosas transmitidas por vetores.

O relator especial da ONU para Direitos Humanos e Meio Ambiente, John Knox, alerta que “a longo prazo, é provável que o aumento da temperatura e a mudança dos padrões de precipitação exacerbem a disseminação de doenças transmitidas por vetores, como malária, dengue e cólera, e contribuam para a escassez de alimentos e a subnutrição”, o que afeta principalmente as crianças.