Transformar a cidade

57% dos paulistanos não participa da vida política da cidade, revela pesquisa

Às vésperas do 466º aniversário de São Paulo, a Rede Nossa São Paulo lança a pesquisa “Viver em São Paulo: Qualidade de Vida”, a primeira de uma série de pesquisas que serão lançadas ao longo de 2020. O evento acontecerá no SESC Consolação, às 18h30.

A pesquisa, em parceria com o IBOPE, aborda o nível de satisfação em relação à qualidade de vida na cidade, além da confiança nas instituições e participação política da população paulistana.

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Embora 80% dos entrevistados afirme ter orgulho de viver na cidade, é também grande o número de pessoas que deixariam se pudessem a capital e pequeno às que de fato participam da vida política de São Paulo.

“São Paulo é atraente, mas difícil, pois desdenha do carinho de sua gente ao não lhe proporcionar efetiva melhoria na qualidade de vida. Por isso, gera uma forte reação numa maioria que não quer mais sofrer: 6 em cada 10 pessoas iriam embora, arrumariam suas malas e buscariam outros espaços”, comenta Jorge Abrahão, coordenador geral do Instituto Cidades Sustentáveis.

Qualidade de vida 

É semelhante a parcela que afirma sentir muito e um pouco de orgulho de morar na cidade de São Paulo: 38% declaram sentir muito orgulho e 41% pouco. Já 20% afirma não sentir orgulho de morar na capital paulista.

Apesar de sentirem orgulho de morar em São Paulo, a proporção de pessoas que, se pudessem, sairiam da cidade se mantém estável desde 2017, 64% afirmam que sairiam, enquanto 36% não sairiam.

Oportunidades, lazer/ entretenimento e mercado de trabalho são como os aspectos considerados mais positivos da cidade, com 16%, 14% e 11% das menções, respectivamente. Seguidas de gastronomia com 10% das menções; diversidade de serviços com 8%; acesso à cultura com 7%; agitação/ correria com 6%; e acesso a bens e serviços, diversidade de pessoas e acesso a serviços de saúde com 5% cada.

Participação política e social 

A pesquisa aponta que 57% da população paulistana não participa da vida política no município. Mas 21% assinam petições ou abaixo-assinados; 16% compartilham notícias sobre o município pelas redes sociais; 13% compartilham notícias sobre o município por aplicativos de mensagens; e 9% participam de manifestações, protestos ou passeatas de rua.

A igreja é a instituição que mais contribui para a melhora da qualidade de vida da população paulistana (22%). Duas em cada dez pessoas entrevistadas acredita que nenhuma das instituições avaliadas contribui.

Além disso, 91% das paulistanas e paulistanos não participaram de nenhuma atividade na Câmara nos últimos 12 meses e 63% não lembra em quem votou para vereador(a) nas eleições de 2016, enquanto 36% lembra em quem votou.

Pensando na eleição municipal que vai acontecer este ano, para a população paulista, conhecer bem os problemas da cidade e ter visão de futuro são as principais características que um(a) prefeito(a) deve ter – 63% e 55% respectivamente.

 

*Com informações da Rede Nossa São Paulo.