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Coronavírus: Comunidades se organizam para receber doações. Saiba como apoiar

Última atualização: 14/04, às 15h23

 

Nas ruas de Heliópolis, comunidade na zona sul de São Paulo, carros de som percorrem ruas com avisos preventivos: lavar as mãos, cuidar dos idosos, se possível ficar em casa. As medidas de prevenção à disseminação do Covid-19 mudou bruscamente a rotina de periferias brasileiras. 

São pessoas que vivem em comunidades, favelas e ocupações e que estão vulneráveis ao Coronavírus. A principal tríade de recomendações para se proteger da doença – distanciamento social, álcool-gel e lavar as mãos e rosto – nem sempre é uma realidade possível para esta população. 

“Nas periferias, o isolamento é muito difícil. Estruturalmente as casas são pequenas, as famílias são numerosas, e idosos e crianças dividem os mesmos cômodos”, relata Marília de Santis, gestora do CEU Heliópolis

A compra de alimentos que aumentem a imunidade (como sardinha ou leite em pó) ou produtos para a profilaxia também são um desafio para uma maioria de trabalhadores cujo emprego é informal. 

“As famílias estão com dificuldade porque a grande maioria tem trabalho informal ou nem trabalho tem, mas quando é informal já está impactado pela crise econômica”, adiciona a gestora. 

Comunidades se articulam

Territórios periféricos têm se mobilizando em ações comunitárias para garantir cestas básicas, circulação de informações confiáveis sobre prevenção ao Covid-19 e também ações de fomento à economia local. 

“A UNAS (União de Núcleos, Associações dos Moradores de Heliópolis e Região) disponibilizou um carro de som rodando a comunidade, alertando a população. Estão colocando faixas nas ruas e trabalhando na comunicação das redes sociais. Também estão buscando ajudar famílias que estão em vulnerabilidade altíssima com cestas básicas, com produtos comprados na região, para fomentar a economia local”, descreve Marília.

Como ajudar

Mesmo com as articulações locais, as comunidades precisam de doações externas. O Portal Aprendiz criou uma lista – em constante atualização – de como ajudar comunidades vulneráveis no Brasil a partir da articulação de suas lideranças, centros de cultura e outros movimentos sociais que estão organizando as doações ou modos de ajudar. 

Complexo da Maré (RJ) – Redes da Maré
Com 16 favelas e quase 140 mil habitantes, o Complexo da Maré (Rio de Janeiro) tem 9% em situação de extrema pobreza. A instituição Redes da Maré pede doações de alimentos perecíveis, alimentos que aumentem a imunidade, itens de higiene pessoal, de limpeza de ambiente e água mineral.
Contas para doação: Banco do Brasil – 001
Agência: 0576-2
Conta Corrente: 160.568-2
Banco Itaú S/A – 341
Agência: 0023
Conta Corrente: 543.38-2
Mais informações: http://redesdamare.org.br/br/quemsomos/coronavirus

Heliópolis (SP) – UNAS (União de Núcleos, Associações dos Moradores de Heliópolis e Região)
A UNAS está organizando quatro pontos de distribuição das doações. Ela pede cestas básicas, kits de higiene, brinquedos, alimentos não perecíveis, alimentos que aumentem a imunidade (leite, sardinha), materiais de higiene e limpeza.
Conta para doação em dinheiro: Banco: Caixa Econômica Federal (104)
Agência: 3124
Conta: 376-7
CNPJ: 38.883.732/000.1-40
Mais informações: https://www.unas.org.br/single-post/Ajude-Heli%C3%B3polis-a-enfrentar-o-Coronav%C3%ADrus

Agência Popular Solano Trindade (SP)
Casa de cultura e de notícias que trabalha com territórios vulneráveis da zona sul de São Paulo, a agência está em campanha online para custear seu funcionamento e também encaminhar cestas básicas e pagar contas de moradores da região.
Mais informações: https://www.kickante.com.br/campanhas/adote-uma-favela?fbclid=IwAR1ga79MnxwtER84HAvktH0Iv1DqSboYeg3eZK3haC0x-IZa8ud8lIHPJ5Q

UNEafro (SP e Rio de Janeiro)
Organização que há 10 anos luta pela educação popular e tem núcleos nas capitais do Rio de Janeiro e de São Paulo, a UNEAFRO se juntou a outros movimentos sociais pela campanha Apoio imediato para famílias negras e periféricas – Covid19. Eles estão pedindo doações online para garantir cestas básicas e kits de higienes para os educandos e seus familiares que se encontram em áreas vulneráveis.
Mais informações: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/campanha-de-solidariedade-em-tempos-de-coronavirus

Movimentos sociais de Altamira (PA)
Populações tradicionais e periféricas de uma regiões mais conflitantes e sujeitos à violações de direitos humanos no Brasil estão em campanha virtual. O dinheiro doado será revertido à 200 famílias vulneráveis mapeadas por movimentos sociais como Movimento dos Atingidos por Barragens, Movimento Xingu Vivo para Sempre e outros.
Mais informações: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-os-povos-de-altamira

Sociedade Santos Mártires (SP)
Organização que trabalha com população jovem no bairro do Jardim Ângela, na zona sul da capital paulista, a Sociedade Santos Mártires arrecada cestas básicas, alimentos, materiais de higiene, limpeza e álcool gel.
Conta para doações em dinheiro: Banco Bradesco
Agência 2744
Conta 9545-1
CNPJ 60.731.569/0001-59
Mais informações: https://www.facebook.com/sociedadesantosmartires/

Povo Maxakali (MG)
O povo Maxakali, como outros povos originários,  tem um quadro de imunidade mais baixa e vive distante de hospitais. Pela impossibilidade de deslocamento, eles estão pedindo doações por meio de contas bancárias para garantir cestas básicas.
Conta para doações em dinheiro: Banco do Brasil
Agência 0889-3
Conta 24.591-7
CPF 039.814.696-90
Mais informações: https://twitter.com/munihin_/status/1242080663609712640

Aldeia Tekoá Paranapuã (São Vicente – SP)
Enfrentando uma série de desafios burocráticos e institucionais para continuar resistindo, a aldeia indígena precisa no momento de doações em dinheiro, pois não tem posto de arrecadação disponível.
Conta para doações em dinheiro: Banco Caixa
Agência 4129
Conta poupança 00042264-3
CPF 406.143.538-82
Gilson Samuel dos Santos

População em situação de rua – Centro de Convivência É de Lei (SP)
No último sábado, o Centro de Convivência É de Lei realizou uma ação na Cracolândia, informando a população em situação de rua sobre a profilaxia necessária durante a epidemia e também distribuindo mais de 300 kits de higiene. O centro está aceitando doações apenas em dinheiro. 
Conta para doações em dinheiro:
Banco do Brasil
Agência 1202-5
Conta Corrente 16175-6
CNPJ 04.893.583/0001-88
Doações por paypal: http://bit.ly/apoieoedelei

Vila Flávia – Associação Cultural São Mateus em Movimento (SP)
Atuando na zona leste de São Paulo com cultura e cidadania, a associação está arrecadando doações em itens e dinheiro para a região do território Vila Flávia. Eles estão aceitando produtos de higiene pessoal, álcool em gel, sabonete líquido e alimentos não perecíveis.
Mais informaçõeshttps://www.facebook.com/saomateusemmovimento/
Conta para doações em dinheiro: https://benfeitoria.com/smem

Vila Santa Inês (SP)
Comunidade na zona leste de São Paulo pede apoio financeiro para compras cestas básicas e também produtos de higiene. Quem está organizando as doações é a Associação de Arte e Cultura Periferia Invisível 
Conta para doações em dinheiro: Banco do Brasil
Agência 1173-8
Conta 26327-3
CNPJ 13.196.482/0001-49

Vale do Capão – Chapada Diamantina (BA)
Trabalhadores autônomos e comunidades e que dependem exclusivamente do turismo da região da Chapada Diamantina estão sem poder trabalhar. Eles estão pedindo doações de alimentos não perecíveis, frutas e verduras, itens de higiene pessoal, produtos de limpeza, cestas básicas, além de doações em dinheiro.
Conta para doações em dinheiro
Agência 7125
Conta 174117-9
CPF 020.942.655-10
Tais da Cunha Santos
Mais informações e pontos de arrecadação: GAQ Capão – Grupo de Apoio a Quarentena no Vale do Capão 

Recife de Luta (Recife de Luta – Pernambuco)
O movimento Recife de Luta, que congrega várias lutas sociais na pernambuco – inclusive a do Movimento#OcupeEstelita – está arrecadando fundos para diversas comunidades e também ocupações da cidade. Na primeira parte da campanha, eles conseguiram ajudar 400 famílias.
Página para doação online: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/covid-19-kits-emergencia-para-familias-nas-periferias-do-recife