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USP deveria morrer de vergonha

Mais uma vez me sinto aqui obrigado a dizer que a USP deveria morrer de vergonha. É simplesmente inexplicável a posição de sua escola pública, gerida pela Faculdade de Educação, no Enem.

Não é apenas que ela fica abaixo de muitas escolas técnicas. Neste ano, ficou abaixo de uma escola de Parelheiros (Carlos Cattoni), que não é técnica, onde nem sequer tem água encanada. É uma das regiões mais pobres da cidade, onde falta tudo e sobra violência. Não há nada ali, rigorosamente nada, que lembre as riquezas culturais do campus da USP, que está na lista das melhores universidades do mundo.

A rigor, a escola de aplicação da USP deveria estar entre as primeiras do Brasil se soubesse aproveitar as infindáveis possibilidades de seu campus e experimentando métodos inovadores. De resto, sua clientela nem de longe se assemelha com a de Parelheiros.

É por fatos desse tipo que, entre educadores, cresce a visão de que as faculdades de educação estão longe da realidade e não sabem preparar professores para resolver os desafios de sala de aula, perdendo-se em teorias pedagógicas.