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Campus Party receberá 5 mil alunos para atividades educativas

Enquanto alunos do Ensino Médio recebem tablets e netbooks, existe também uma parcela da população pouco familiarizada digitalmente – ou que nunca esteve diante de um computador. O Instituto Campus Party (ICP), um dos segmentos da Campus Party pretende atingir 5 mil alunos em suas atividades educativas de inclusão digital. “O objetivo é fazer a ponte entre essas pessoas e a informática, não deixando de lado quem normalmente está de fora”, conta Bruno Souza, presidente do ICP.

As atividades acontecem no próprio pavilhão do Anhembi, sede do evento este ano. Os participantes, a partir dos seis anos, são convidados por ONGs e demais organizações da sociedade civil parceiras no projeto. Eles visitam a Campus Party e depois participam de um laboratório de informática, com duas atividades básicas: uma designada “primeiros passos em computação e internet” e a outra “Ferramentas de informática e internet: redes sociais e conteúdos”.

A visita dura por volta de duas horas. A ação acontece desde as edições anteriores do evento e, segundo Bruno Souza, existe a possibilidade de ocorrerem outras atividades semelhantes ao longo do ano. Instituições interessadas podem manifestar interesse até amanhã, dia 10/2, pelo email inclusaodigital@campus-party.com.br – o transporte, o lanche e as atividades são gratuitas.

EducaParty

Outra novidade educativa da Campus este ano é o EducaParty. Em parceria com a Fundação Telefônica/Vivo, foram trazidos para o evento 250 profissionais da educação, desde professores e pedagogos, passando por estudantes universitários e secretários de educação, para acompanharem as palestras programadas e também para vivências em grupo.

Mila Gonçalves, gerente educativa da Fundação Telefônica, afirma que a programação das palestras e oficinas foi montada para os educadores, mas de olho também nos demais campuseiros. “Abordamos assuntos amplos, como participação social e a inserção das pessoas com deficiência, ou ainda o uso da mobilidade digital em sala de aula para que todos se sentissem convidados a participar dos debates”, comenta.

Segundo ela, ainda é preciso passar por mudanças estruturais para que todo o potencial das tecnologias digitais seja aproveitado em sala de aula. Entretanto, completa Gonçalvez, “já é possível identificar diferentes formas de uso pelo professor”.

“Desde os perfis mais tradicionais, que durante os 50 minutos da aula exibem vídeos do educador Salman Khan, até outros já mais ambiciosos, em que os alunos são desafiados a realizar tarefas educativas a distância periodicamente, durante um dia da semana, como parte da grade de horário escolar.”

Acima de tudo, ressalta ela, está a importância de se pensar e perceber, neste momento, quais conexões estão sendo inventadas a partir da crescente participação dos instrumentos digitais nas relações de aprendizagem.