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Corte de gastos sufoca educação pública em Portugal

Do New York Times para a Folha de S. Paulo

Há dois anos, o governo português recebeu um empréstimo de emergência de US$ 100 bilhões de dólares do Fundo Monetário Internacional (FMI), do Banco Central Europeu e da Comissão Europeia para aliviar os efeitos da crise. Desde então, cerca de 15 mil professores perderam seus empregos e o quadro promete piorar: em relatório o FMI chama o sistema educacional português de ineficiente e pede o corte de mais 60 mil empregos na rede pública.

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Tais medidas têm gerado revolta em Portugal, que não sabe até onde aguentará as reduções nos gastos sociais. Por necessidades de contenção fiscal, a maior parte das demissões aconteceu entre professores jovens e recém-contratados, jogando uma geração inteira de docentes no desemprego. Chamados de “classe privilegiada” pelo FMI, movimentos de demitidos contestam a afirmação e acusam os fundos internacionais de não se preocupar com o bem-estar da população, apenas em recuperar mercados.

A educação em Portugal já vivia uma conjuntura preocupante, mas mostrava sinais de recuperação nos últimos anos. Apesar dos 63% de portugueses sem ensino secundário completo, a taxa de abandono – a maior da União Europeia em 2005 com 39% – havia recuado para 21% em 2011. Mas, impedido de fazer cortes no funcionalismo público por uma decisão do tribunal supremo de Portugal, o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho deverá seguir fazendo ajustes no setor, o que deve agravar ainda mais a situação.

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