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“Flip the Classroom” propõe nova estrutura de aulas

do blog Tiching

Se pensarmos hoje em uma sala de aula, a primeira ideia que vem à cabeça é uma estrutura pré-determinada: professor falando e alunos escutando e tomando notas. Na maioria dos casos, o professor propõe determinados deveres e exercícios para serem feitos em casa, antes ou depois da aula. O conceito “Flip the Classroom” significa, literalmente, inverter essa lógica de aprendizagem.

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Nessa nova maneira de aplicar as aulas, os alunos passam de sujeitos passivos a sujeitos ativos. Em 1990, o professor Eric Mazur comprovou que seus alunos de Harvard não aprendiam física, mas simplesmente resolviam os problemas automaticamente. Ele demonstrou esse problema cientificamente e foi obrigado a encontrar uma nova maneira para que seus alunos aprendessem física de verdade.

Como?

Na teoria “Flip the Classroom”, o professor mostra o conteúdo de uma matéria e o aluno o trabalha em casa, estudando-o e analisando-o. Quando chega à sala de aula, se supõe que o aluno já conhece a teoria da matéria e que ele tenha preparado material e dúvidas para levar ao professor.

Então, o docente propõe exercícios práticos em forma de problemas concretos. Esses exercícios são realizados em sala de aula e com a participação de todos os alunos, enquanto o professor resolve as dúvidas e repassa a teoria.

Vantagens

A teoria “Flip the Classroom” tem diversas vantagens pedagógicas. Com ela, o aluno se converte em um sujeito ativo, pois é ele quem trabalha para adquirir o conhecimento teórico nas matérias – isso implica em um empoderamento do aluno e promove a participação de todos os estudantes. E, além de mostrar a importância de trabalhar em equipe, o “Flip the Classroom” faz com que o aluno sinta na própria pele a dificuldade e necessidade de resolver um problema.

Leia aqui a matéria original (em espanhol).