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Escolas de Curitiba investem em leitura ao ar livre

da Gazeta do Povo

Na era da internet e das tecnologias avançadas, tornar mais atrativo o conhecimento presente nos livros é um dos grandes desafios das escolas. Para lidar com a falta de interesse dos alunos, algumas instituições de ensino têm investido os poucos recursos próprios em espaços de aprendizado fora da sala de aula.

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Na Escola Estadual Brasílio Vicente de Castro, localizada na Cidade Industrial de Curitiba, foram instaladas redes em um grande espaço ocioso para incentivar a leitura dos estudantes. Os resultados foram positivos, segundo a professora de português Rosângela Borges. “Alguns ainda têm dificuldade de escrita, mas é perceptível o maior interesse pela leitura. A bibliotecária disse que os empréstimos aumentaram, e alguns livros já têm fila de espera”, conta.

O diretor da escola, Marcos Antônio da Silva, afirma que o “redário” pode ser utilizado por qualquer professor que queira fazer uma discussão diferente. Ele lembra que o espaço já foi usado para contação de histórias, em uma noite com fogueira e pinhão assado. Os alunos garantem que o gosto pela leitura aumentou depois das redes.

Bosque de leitura

Na Escola Municipal Ayrton Senna da Silva, localizada no Jardim Acrópole, bairro de Curitiba, foi construído um bosque de leitura em torno de um pessegueiro. Segundo a diretora Wilza Bueno de Oliveira, o dinheiro para a reforma foi arrecadado ao longo dos anos, em festas juninas e bazares de roupas usadas.

No bosque de leitura, os alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental colhem livros –pendurados no pessegueiro por pequenos ganchos – e sentam-se em mesas de madeira com banquinhos de troncos de árvore. “As crianças estão encantadas. Tanto que são elas que fazem as pequenas manutenções, como regar as plantinhas”, declarou a diretora.

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