Arquivo

Parque Augusta: ativistas derrubam muros construídos por empresas

Autorizada a venda para as incorporadoras Setin e Cyrela, os 24 mil m² que compõe a última área verde livre do centro de São Paulo começaram a perder os seus aspectos naturais: na última semana, foram construídos muros que já indicam as características do novo espaço onde serão erguidas duas torres.

Leia mais
Incorporadoras adquirem última área verde do centro de São Paulo

Os muros, porém, não duraram muito.

Cidadãos se manifestam em frente ao Parque Augusta.

A comunidade da região tem se articulado para criar o Parque Augusta. Com a reação popular gerada pela venda, foi estabelecido que esses símbolos da venda do terreno deveriam ser destruídos. Durante o feriado do Dia da Consciência Negra, ativistas se uniram e derrubaram as paredes construídas pelas empresas.

Segundo a página do Facebook do Parque Augusta, a organização não reivindica apenas pela legalização do local em questão, “mas por mais áreas verdes em toda São Paulo”. “O Parque Augusta é simbólico. Queremos uma cidade humana e saudável”, diz o movimento.

Está marcada para o próximo sábado, 23/11, uma Assembleia Popular que delibere sobre a criação do Parque. Ela acontecerá a partir das 15h, no próprio Parque Augusta (esquina da rua Augusta com a rua Caio Prado).