Arquivo

Guia ensina a usar crowdfunding para projetos educativos

Em janeiro deste ano, a plataforma de financiamento colaborativo (crowdfunding) Catarse apresentou uma pesquisa com os resultados dos projetos após três anos de existência da ferramenta. 65% dos entrevistados afirmaram que gostariam de contribuir para projetos de educação, mas 36% acreditam que faltam opções relevantes.

Leia mais
ProjetoCoruja vende obras de grafiteiros brasileiros em prol do EscolaNaPraça
Catarse: crowdfunding tem potencial inexplorado para projetos educativos

Está claro que a educação no Brasil precisa de gente preocupada e engajada, assim como de bons projetos. O que fazer com esse potencial inexplorado? Um bom ponto de partida pode ser o guia “Crowdfunding para as escolas” produzido pelo coletivo Edutopia que, em espanhol, apresenta um passo a passo do financiamento colaborativo.
Em pouco mais de 10 páginas você vai aprender o que é crowdfunding, ler conselhos de quem já passou por essa experiência e acessar dez passos para planejar e administrar uma campanha com êxito. As dicas vão de como montar sua equipe, identificar as necessidades de sua escola até escrever o projeto e concluí-lo.

Financiamento e comunidade

O financiamento coletivo pode ser uma grande ferramenta não apenas para levantar recursos, mas também para aproximar a comunidade da escola e a sociedade da discussão de educação. Em São Paulo, o Projeto Corujas está leiloando painéis de grafite para ajudar a custear o projeto EscolaNaPraça, que em parceria com a EMEF Olavo Pezzotti, busca ligar escolas e espaços públicos, por meio da permacultura, arte, transformação e cidadania.

Outro projeto que está no ar aguardando colaborações é o “Lembra como a infância era boa?”, do Movimento Comunitário Estrela Nova, que atua no Campo Limpo, na zona sul da capital paulistana. Eles tentam arrecadar a verba para a reforma de uma quadra pública na região, construída pelo movimento. Espaço privilegiado de lazer e integração, ela sofreu com o tempo e precisa de reparos. Confira aqui a página da plataforma Kickante que conta essa história.