Combustível feito com casca de limão

Orientado pelo professor Urandi Antoniel Junior, Thiago José Matta, aluno do 3º ano do Colégio Estadual Brasílio de Araújo da cidade de Bela Vista do Paraíso, no Paraná, desenvolveu um combustível alternativo que promete ser economicamente viável, melhor que os derivados do petróleo e não agressor da natureza.

"No ano passado fomos super criticados porque nosso projeto de motor funcionava a base de gasolina que é super poluente. Agora, nós voltamos para apresentar o Papa Vento II, um combustível biodegradável sintetizado a partir da casca do limão", comemora Matta.

O estudante explica que destilando o óleo limoneno, extraído da casca do limão, obtém-se um substrato que aquecido a 175º C resulta em um terceiro produto, uma espécie oleosa denominada pela dupla de M-limoneno.

Menos poluente, biodegradável, de baixíssimo custo, baixa evaporação e de altíssima combustão, o óleo tem o dobro da potência da gasolina. "Os motores comuns não agüentam esse nível de combustão (calorias do combustível), por isso, teriam que ser adaptados seguindo os modelos de motores utilizados para aeromodelismo", explica o professor Antoniel Junior.

Segundo ele, é importante observar que o óleo desenvolvido a partir do limão possibilita grande movimentação econômica e social. "Por exemplo, da polpa extrai-se o suco, enquanto a casca é usada para a síntese do óleo e os excedentes funcionariam para alimentar o calor para o próprio processo de destilação. Isso agitaria a indústria, gerando diversos empregos", conta.

Entusiasmado, Matta observa que o combustível libera apenas o smog que é parte do carbono, mas que não agride o meio-ambiente. "Mesmo assim, com um pouco mais de tempo, buscamos desenvolver um catalisador melhor que evite qualquer liberação de excedentes", conclui o jovem cientista que mostra sua descoberta na V Febrace, realizada na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).